terça-feira, 16 de novembro de 2010

Um caminho no caminho...

A luz do dia, vejo vales.
E integro-me a eles.
Devagando, devagar andando.
Sentindo a brisa suave das manhãs.
Em meu corpo, vivo...
Na vida que permanece no arrepio.
Pelo frio, pelos eriçam.
Ao ouvir a música do novo dia.
Clareando a cabeça turva.
De um peregrino errante.
Que anda a procura de acertos.
Em um alvo de luz e amor.
Em que a flecha um dia lançada.
Acertará na manhã dos sonhos.
Na Luz da Divina Sabedoria.
De a cada passo, reverenciar a vida.
Pelo simples prazer do momento.

Caco- momento feliz- Inconfidentes- 03/11/2010-

sábado, 6 de novembro de 2010

Queridos Amigos, estamos hoje em Paraisopolis, amanhã rumaremos para Luminosa. Caco, Silvia e Marcelo respeitando limites no Caminho da Fé.
Que a Paz de Nossa senhora esteja com todos (06/11)
O Caminho da Fé continua abençoado e magnifico.
Saimos hoje de Tócos do Mogi e ficamos hospedados em Estiva na pousada do Póka.
Amanhã rumaremos para Consolação.
Que Deus e a Mãe Aparecida proteja a todos os Peregrinos pelos caminhos da vida.
ESTAMOS CAMINHANDO COM UM NOVO COMPANHEIRO O MARCELO DE POUSO ALEGRE.
PESSOA MUITO ALEGRE E COMUNICATIVA.
ESTAMOS FELIZ POR ESTA CONQUISTA AMIGA !!!

Fiquem com Deus.

(04/11)
Amigo Maurão, obrigado pelo apoio.
Chegamos bem em borda da Mata e resolvemos ficar por aqui ja que hoje queria-mos andar um pouco menos.
Ano que vem estaremos passando de novo por aí, talvez Eu e minha filha Janis.

OBRIGADO POR TUDO.

Paz e Luz e fique na proteção da Mãe Aparecida (02/11)
Obrigado Silvia e Tina de aguas da Prata, dona Natalina de Serra dos Lima, Zeti de Crisólia, O Amigão Maurão de Inconfidentes, A Dona Maria do Hotel de Borda da Mata. Amigos do coração que tão bom conforto e apoio nos dâo.
Amo-os de coração.
Amanhã partiremos para Tócos do Mogi ou Estiva.

E que Deus e Nossa Senhara Aparecida dê toda a proteção aos peregrinos e toda a Humanidade. (o2/11)
Amigos do caminho...
Saimos hoje de Descalvado rumo a Porto Ferreira e chegamos bem graças a Deus e Nossa Senhora, amanhã partimos para Sta. Rita do Passa Quatro.
esperamos que tudo corra bem

Paz e Luz aos Amigos do Caminho da Fé (28/10)
Queridos amigos, iniciei o Caminho da Fé dia 26 saindo de São Carlos, rumo a Descalvado.
O que tenho pra dizer deste dia é que a distância parece-me bem maior do que os 40k que é falado.
Tive problemas mas já estou bem pra seguir.
fui obrigado por forças das circunstâncias ficar mais um dia em descalvado para fazer uma avaliação médica.
Graças a Deus e a Mãe Divina Aparecida, estou bem.
Amanhã sigo a caminhada rumo a Basílica com muita Fé no coração e esperando que a proteção Divina me acompanhe durante esta jornada Espiritual.
E que a Mãe Aparecida proteja a todos os peregrinos no Maravilhoso Caminho da Fé. Oraremos por toda a Humanidade durante nossa jornada.Minha esposa Silvia me acompanha.

Fiquem com Deus..

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Andar no caminho.
Sem pressa no tempo.
Ouvindo os passarinhos.
Paisagens contemplo.
A Mãe Natureza.
Farta e generosa.
Desabrocha em beleza.
Na complexa simplicidade.
De uma flor em botão.
Com o passo ligado ao chão.
Olho o azul do céu.
E o Espirito vôa na imensidão.
E as belezas de Minas.
Conquistou meu coração !

Caco no Caminho da Fé 02/11/10

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

testo os meus limites
me atiro no caminho
a vontade do novo
é meu preparo pra viagem
quando o corpo oscilar
a fé me levará a cada passo
e o cansaço ao final de cada etapa
será vitória na comunhão
com o Pai Celestial o Deus uno
como nas etapas da vida
a caminhada é dura
porem purificadora e gloriosa
e seguimos vivênciando o Caminho
no presente assimilando cada aprendizado
consciente da meta e não desviando jamais
a trilha é que as vezes tem curvas estranhas
que nos dá impressão de desvio
mas nos ideais retos a mente sabe
que retorno a rota é questão de tempo
tempo em que caminhar pela e para a Luz
é aprender no bem e no mal cometido
presenteando com o amor incondicional
todo o ser que por Mim passar
até o dia que não haverá curva
nem reta e estará cumprida a meta
meta sem começo nem fim
em que o amor de Deus disse sim
e em todo o momento esteve em Mim.

Caco-Paz e Luz-25/10/2010-

domingo, 24 de outubro de 2010

Estamos saindo para uma peregrinação pelo Caminho da Fé, tendo o seu começo em São Carlos e término na basilica da Aparecida do Norte tendo como distância aproximada 550km. No primeiro dia percorreremos de São Carlos a Descalvado cerca de 46km. Será um dia muito puchado e dependerá de muita força fisica e mental para concluir-mos. Lembro que Silvia será minha companheira nesta jornada. Aguardem as atualizações durante o percurso e espero que a Querida Mãe de Jesus, Nossa Senhora Aparecida, nos de amparo nesta peregrinação de Fé, Amor e Felicidade.
Até a próxima postagem Amigos...





sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Felicidade, estado de Espirito.
SE dependermos de algo de fora.
Para ter, e sentir a felicidade.
É que algo anda errado com a gente.
Pois quando voltamos de um pico de estado feliz,
difilmente o manteremos quando cairmos no cotidiano.
Pois dependemos de companhia,
lugares, coisas e sabores pra se sentir assim feliz.
Mas há momentos felizes na reclusão.
Ouvir a música interior natural.
Em processo meditativo, cantar mantras.
Pra logo silênciar e ir apagando.
Os pensamentos diluindo, um por um.
E no prazer do silêncio total.
Sentir-se uno com o todo, o micro no macro.
Ah ! Felicidade plena, ela existe sim.
A procuro em busca sem fim.
Sigo a seta no caminho interior.
Vislumbres da Luz, na procura senti.
E por hora, nas máscaras da materialidade.
Mergulho no mundo a procura de lampejos.
Da grande felicidade que talvez habite aqui.
Em lugar em que pequenas viagens a lugares,
sabores, cores e amores sejam futís.
E no feliz silêncio interior o tudo e o nada habita.
E DENTRO DE MIM VIVE UM EU FELIZ.

Caco-22-10-2010-
Tive dois sonhos esta noite.
Coisas muito vivas e reais.
Em um recitava um mantra.
Om mani padme hum.
Praticando repetidamente.
Arrancando de mim sensações.
Estranhas, porem doces e boas.
Uma bonita mulher tocava uma música.
E eu a observava como se flertando estivesse.
Quando um jovem rapaz tomou o instrumento.
E o colocou em um fogão, em cima do fogo.
Ai, já me vejo mostrando para alguem no chão.
Desenhos meus em tamanho grande.
E esta pessoa muito bem falava dos trabalhos.
Aí abri um desenho de uns dois por dois.
Que tinha muitos detalhes espalhados.
Sem ligação aparente entre eles.
Me mostrando que estava em fase inicial.
Lembro-me ainda que tinha cores leves e suaves.
Estranho pois dificilmente desenho colorido.
E o instrumento que já queimava no fogo.
E que tão lindamente fora tocado.
Não passava de um violãozinho de brinquedo.
E o desenho que se mostrava, estava em lona.
E no chão era exposto, longe das auras paredes.
Dos ricos salões a das grandes bienais !!!

Cacto- sonhandormindo - 22/10/2010 -
"Era uma vez um homem cheio de sonhos.
Sonhos de amores, viagens e posses da mais variadas possíveis.
Falava ao mundo seus desejos.
Despejava em tudo o que ouvia, aos quatro ventos em seus insights mirabolantes.
Todos o ouviam, mas nem sempre com atenção.
E ele falava, e em sua volúpia, não percebia se entendiam ou não.
Até que um dia, nestes momentos de divagação total, sua voz lhe faltou.
Articulava os maxilares e nada.
Percebeu também que as idéias lhe sumiam.
Estava ficando vazio. Até perceber que não percebia, já não conseguia mais.
Não sabia se louco estava, pois não conseguia pensar.
Tudo o que via e ouvia era abstrato, não tinha a compreensão.
No começo andava meio que a esmo. Fazendo tudo automaticamente.
Um vazio, um zumbi, um não sei.
Caminhava na praia e tudo via, mas nada entendia. Pois não tinha a compreensão.
E a sua idéia não voltara mais. Muito menos a voz.
Uma não vive sem a outra.
As trilhas e caminhos lhe eram estranhas.
Antes tão conhecidos, hoje um mistério total.
Entrou pela mata fechada, a tropeçar em galhos, pisar em espinhos sem nada sentir.
Os amimais selvagens ou não fugiam dele. Parece que percebiam a sua irracionalidade.
Mas ele nem se dava conta de nada.
Afugentou jacarés, pisou em cobras, sem sofrer avarias. Sem se incomodar.
Talvez se sentisse mais um. Nada para saber, pois não tinha sentimento.
Olhava as aves na arvores, como se fossem folhas.
Sua visão também lhe faltava, pois não conseguia mais pensar em formas.
Fragmentos foram a bola da vez.
Não tinha e nem sentia culpa. Pois fora um acontecimento não premeditado.
E mesmo que fosse não saberia. Porque não se lembrava de nada.
Até os fragmentos que em um primeiro momento existiam, estavam sumindo.
Dando forma a um vazio. A não forma.
Rastejava com o corpo, pois desaprendera de andar.
Esquecera os movimentos.
Um dia depois de muito rastejar, estava ele a luz do sol sobre uma pedra, parado, inerte.
Olhando o vazio de tudo.
E o sol descia e lentamente se punha atrás das montanhas.
Logo abaixo desta pedra, o mar batia calmamente num eterno vai e vem.
Aquela pequena e bela praia com suas pedras laterais, falava mais que tudo no mundo.
Os bandos de chaúas aos pares retornavam a seus ninhos e levavam comida aos seus filhotes.
Os peixes pulavam na água sob o reflexo da luz solar, fugindo de um possível predador ou simplesmente brincando.
Os botos mais ao fundo, subiam para respirar, com uma aparente alegria ao cercar os cardumes.
A luz no crepúsculo encarnado davam todas as possibilidades de cores do universo.
As gaivotas em seu lindo e majestoso vôo, faziam pequenas manchas escuras no céu.
E ele com o olhar parado e vazio, nem percebeu que estava agora sentado na pedra.
O vazio que ficou, o fazia inteiro.
Não via, não ouvia, mas estava dentro.
Sua postura agora, talvez por um condicionamento do passado, era de lótus.
As idéias não lhe afligiam mais.
E dentro de si um novo ser se manifestou.
Foi tomando forma, não nascendo porque sempre existiu.
Suas mascaras todas agora jazem no mato, nas pedras, no mar.
Olhava para si mesmo feliz e agradecido pelo presente recebido.
Era o primeiro sinal de seu renascimento.
O som que ouviu, era celestial. O Om universal.
O corpo que lhe pertencia, tremia suavemente,, no estase de sua alegre percepção.
O Sol, sua fonte energética se despedia. E a sua fonte energética se despedia agradecida.
O eu total se manifestara magnificamente.
A voz lhe voltara ao cantar um mantra.
Achara o que sempre procurou.
O Eu superior estava manifesto.
E DEUS mais próximo do que nunca.
Ao voltar desta linda viagem, percebeu que não estava mais só.
A lucidez e a clareza das idéias estavam presentes.
As coisas estavam mais puras e límpidas. Pois a visão se clareou.
O belo, cada vez mais belo.
Não desceu da pedra, sem antes reverenciar o DEUS contido em tudo.
Virou as costas e seguiu pelo caminho. Pois agora já o conseguia definir.
O seu eu superior o dirigia, pois era e é, o seu eu verdadeiro.
E o seu caminho, é um caminho que só ele sabe." (Por Caco)